terça-feira, 3 de novembro de 2009

NOVEMBRO DA CONSCIÊNCIA VERDE




O mês de novembro do CINEFA7, é o último deste ano. Vamos falar da importâcia da consciência ambiental, visto as péssimas condições por que passa o planeta. Refletir, com documentários, sobre nossas ações e observar como ainda no século passado, o homem já não estava tão interessado em conservar os bens naturais da Terra.


Toda quarta 11h20, na sala 53B. Vale como atividade complementar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SESSÃO HALLOWEEN





Atendendo a pedidos dos alunos da comunicação, realizaremos no dia 29 de outubro, próxima quinta-feira, uma Sessão-Extra lembrando o Halloween, que é comemorado na sexta. Para tanto iremos exibir o filme clássico de José Mojica Marins o “Zé do Caixão”, A encarnação do Demônio. Assim como outros filmes este valerá como atividade complementar, mas não constará para o prêmio de “Cadeira Cativa”. Fica o convite para os cinéfilos do Terror. Quinta, 29 de Outubro, sessão Terror no CINEFA7, sala 53B às 11H20. Compareça.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

NASCIDOS EM BORDÉIS - A Índia que não apareceria às oito.

Por Sâmila Braga


Fustigante e límpido, o filme de Zana Briski e Ross Kauffman transporta quem o está assistindo para o distrito da Luz Vermelha, em Calcutá. A principio, o titulo, já enunciador, aponta mas não esclarece o que vem pela frente. Meninos e meninas, nascidos do pecado. Vestígios de uma sociedade milenar, economicamente ascendente, mas apenas para uns poucos abastados.


Shanti Das, Avijit, Suchitra, Manik, Gour, Puja Mukerjee, Tapasi, Mamuni e Kochi são os escolhidos de Zana, a fotógrafa. Nove histórias, e nove futuros que Zana quer ajudar a construir. Todos ganham por presente possibilidades-de-ver-mundo, ou mais especificamente, máquinas fotográficas. Ela incita e ensina os pequenos a vivenciarem os momentos através das lentes. Talvez em algumas fotos eles esqueçam a realidade na qual estão inseridos, para congelarem belos momentos, movimentos. Ou percebam em cada foto a sociedade, diferenças e injustiças que os cercam. A Índia pobre e explorada que a novela brasileira não mostra. As crianças que não podem estudar e fazem do trabalho forçado sua única brincadeira. E como as que o filme traz, são excluídas e permeadas de preconceito por serem resíduos de um sistema. De pele encardida, da sujeira da rua, de casa e do governo. “Olho por olho e o mundo continuará cego!”. A Índia que Gandhi já anunciara forrada de mazelas.




Avijit se destaca. Seu atilamento é o mais aguçado. Sensibilidade, astúcia e percepção. É incrível como o garoto descreve o trabalho da mãe e como conta que quando ela não recebia o pagamento, quem ia atrás dos homens era ele próprio, tendo de ser duro. Talvez esquecesse que é apenas uma criança. É reflexivo quando fala da foto que enquadra juntos sapatos e pratos sujos. A mãe morre queimada. Fica sem vontade. Mas recupera-se e vai para Amsterdã, representando seu país. Na conversa com as outras oito crianças, de diversas partes do mundo, demonstra sensibilidade ao analisar fotografias. Do grupo, é um dos poucos que seguem os estudos, por obstinação, queria ser médico. ‘’Fotografar... é colocar na mesma linha de mira... A cabeça, o olho e o coração’’, conceita Cartier-Bresson. Esses meninos e meninas fazem exatamente isso, mesmo sem a técnica fotográfica, batem fotos emocionais, emocionantes.




Para quem não teve a oportunidade de assistir, o documentário é tocante, e atribui novos conceitos e valores sobre criança, fotografia e a vida, em seus 85 minutos.



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Criança no Cinema: Outubro no CINEFA7



Neste mês de outubro o CineFa7 traz uma temática que desperta o interesse e a curiosidade sobre o universo e o imaginário infantil. Através das quatro exibições atravessaremos pelos elementos cinematográficos que trazem à tona a criança que há em cada um. Não serão apenas reflexões, mas uma tentativa de perpassar por tudo aquilo que a criança vivencia em suas comunidades, muitas vezes sem condições de dar aquilo que toda pequeno tem direto.

Nascidos em Bordéis pode parecer um título engraçado , mas para quem vive essa realidade, o mundo pode ser bem mais duro e cruel, nesse documentário que concorreu ao Oscar, a fotografia é um aliado para desvendarmos suas dores e percepções. Não se fala em criança sem se falar de animação. Como um gênero bem definido ganhou um festival que já é reconhecido internacionalmente, o Anima Mundi, ao qual vamos dedicar uma de nossas sessões. Ser e Ter nos faz ir à França para falar de pedagogia. A relação do professor com o desenvolvimento do aluno e do homem, compõe uma responsabilidade ética da qual os docentes não podem abrir mão. Os anos de chumbo do Brasil conviveram com a alegria da conquista do Tri-campeonato mundial de futebol no México. No aclamado O ano em que meus pais saíram de férias vamos viver com Mauro, de doze anos, a idílica viagem de seus pais e a convivência com o vizinho do seu avô, e dividir a tristeza da distância dos pais e as alegrias dos gols de Pelé em 1970.

Compareça ao mês da criança do CINEFA7 e faça uma viagem, através do cinema, pelos anos em que víamos o mundo com outro olhar.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

DR. FANTÁSTICO - A Guerra Fria por Kubrick

Por Alan Regis Dantas


Stanley Kubrick foi um dos diretores que mais prezou pela qualidade inovadora e crítica em seus filmes. Apesar de produzir poucos longas-metragens, sua obra é considerada um marco na historia do cinema mundial. Meados do século XX, a narrativa da comédia - de humor negro - de Dr. Fantástico gira em torno da disputa “quente” da Guerra Fria. Situações absurdas marcam a história de um encontro na Câmara de Guerra norte-americana.




Os ataques que ameaçavam dar fim a humanidade são interpretados de maneira alegórica pelos personagens criados pelo diretor. Um general paranóico decide atacar a Rússia levando o pânico aos governantes americanos, que convidam o chanceller Soviético para uma reunião. Quem está do outro lado da linha é o “inimigo” bêbado, uma sátira, talvez, à Vodca do país, um site da internet explica o filme:


“Dr. Fantástico era um filme destinado inicialmente a ser um thriller sério sobre a ameaça nuclear. A escolha pela comédia atesta o faro de Kubrick e seu instinto de vanguarda dentro do cinema, pois a condução da história até seu desfecho bombástico é apenas um dos aspectos mais geniais do filme, que não se leva a sério em nenhum momento.”



O Dr. Fantástico em si aparenta ser um alemão paralítico super-inteligente que desenvolveu a máquina do fim-do-mundo. Podemos deduzir que, enquanto Rússia e EUA brigavam por poder, a Alemanha , apesar de destruída e falida, ainda detinha maior inteligência e ódio contra todos os humanos. Pra quem não notou: Peter Sellers interpreta três papéis, dos quatro que estavam originalmente destinados a ele.




segunda-feira, 14 de setembro de 2009

BOM DIA VIETNÃ - Uma aula de rádio no cinema

Por Alan Regis Dantas



Muitos filmes já trataram do rádio como grande advento do século XX. Como grande nome temos Woody Allen, com o seu “A Era do Rádio”. Numa época em que os computadores e as comunidades virtuais assumem o papel de grandes educadores e informadores da massa, o rádio parece ser utilizado apenas para fins comerciais, com suas músicas e notícias superficiais não atraindo novos ouvintes.

A linguagem radiofônica se distingue da dos demais veículos, por estimular a imaginação e levar seu público a grandes viagens lúdicas. Adrian Cronauer (Robin Williams) se caracteriza como um verdadeiro artista da voz. Com sua graça e habilidade sabe exatamente como usar o rádio a fim de informar emocionando, apesar de todos os revezes enfrentados com a autoridade dos comandos militares.

Devemos lembrar, no entanto, que o ambiente era a guerra do Vietnã, onde todos os dias várias pessoas eram mortas, inclusive americanos. Como fazer graça dentro de um contexto tão cruel e devastador? Cronauer de alguma forma, não tinha o espírito daqueles generais que achavam suas transmissões bobas e sem graça, a todo momento fazia piada de seus superiores e até das altas autoridades americanas.

No fundo todos amavam aquele homem puro, que não levava ao ar aquilo que ia de encontro a seus princípios éticos, até mesmo sendo censurado em sua missão de informar. Ao fim do filme é marcante descobrir que na verdade ele é o inimigo daquele povo, que perdeu muitos cidadãos, mas resistiu a invasão de suas casas e venceu a guerra como na mais bela história épica.



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

SOB A NÉVOA DA GUERRA - Que curriculo têm esses dois: o país e seu antigo secretário de Defesa

Por Sâmila Braga

Mcnamara, o homem de ferro, que liderou a inteligência da máquina de possibilidades e realidade de ataques da máquina bélica dos Estados Unidos contra o Vietnã e qualquer um que se opusesse ao imperialismo ianque. Ou mesmo entrasse no caminho estadosunidenses. Robert Mcnamara, um homem polêmico na sua época de Secretário da Defesa do pais do Tio Sam, que resolve, talvez por desencargo de consciência trazer à tona, alguns dados daqueles tempos.


Sob a pele já gasta de aflições infindas da guerra contra uma potência vermelha ou um pequeno país, ele não deixa de lado o ar altivo e controlador. Diz que a Guerra que viveu não teve nada de Fria, esteve bem quente, e a ponto de explodir o planeta. Sabe que qualquer declaração sua ainda tem poder. Por isso mede as palavras, conta o que convém contar, mas conta mais do que já foi dito sobre a guerra do Vietnã e da crueldade – em números – do poderio norte-americano. Assim como, quando levanta o caso do bloqueio de Cuba e do quase ataque que ocorreu à ilha de Fidel. Explica que essa é a lógica da guerra. Para ele parece ser a guerra um grande jogo lógico ao qual teve que se habituar e tirar de lá seu emprego, suas honras, famas, dores e remorsos.


Mcnamara enumera as dez lições passiveis de serem seguidas por individuo, pais ou governo em estado de guerra. Seguem:

#1#

Cause empatia no inimigo.

#2#

A racionalidade não nos salvará.

#3#

Existe algo além de si próprio.

#4#

É preciso maximizar experiência.

#5#

A proporcionalidade deve ser uma diretriz da guerra.

#6#

Obtenha dados.

#7#

A crença e a visão costumam estar erradas.

#8#

Esteja preparado para rever seu raciocínio.

#9#

Para fazer o bem talvez seja preciso fazer o mal

#10#

Nunca diga nunca.

#Lição-extra#

Não se pode mudar a natureza humana!


Se ele sabe o que diz, isso ninguém sabe. Mas uma coisa é certa. Alguém com sua experiência em trabalhar com vidas disfarçadas de dígitos sabe jogar o jogo da guerra. Na época em que comandou a segurança da maior potência mundial fez história, e é essa história que Robert Mcnamara conta em Sob a Névoa da Guerra.