terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Compre a pipoca, o CINEFA7 está voltando.



Depois de um ano muito positivo em 2009 o CINEFA7 estará voltando com força máxima para levar o melhor do Cinema ao final das aulas das manhãs de Quarta-Feira. Estamos preparando uma ótima programação para o semestre incluindo clássicos do cinema internacional. O cinema cearense também se fará presente com o grande nome de Rosemberg Cariry.

O Prêmio de Cadeira Cativa continuará sendo ofertado àqueles que participarem de todas as sessões do mês e que também poderão concorrer brindes. A participação vale como atividade complementar, são 2 horas extras de arte e conhecimento adquiridos a cada sessão, sendo certificadas.

Então não perca nenhuma sessão do CINEFA7 em 2010...aguarde!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

NOVEMBRO DA CONSCIÊNCIA VERDE




O mês de novembro do CINEFA7, é o último deste ano. Vamos falar da importâcia da consciência ambiental, visto as péssimas condições por que passa o planeta. Refletir, com documentários, sobre nossas ações e observar como ainda no século passado, o homem já não estava tão interessado em conservar os bens naturais da Terra.


Toda quarta 11h20, na sala 53B. Vale como atividade complementar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SESSÃO HALLOWEEN





Atendendo a pedidos dos alunos da comunicação, realizaremos no dia 29 de outubro, próxima quinta-feira, uma Sessão-Extra lembrando o Halloween, que é comemorado na sexta. Para tanto iremos exibir o filme clássico de José Mojica Marins o “Zé do Caixão”, A encarnação do Demônio. Assim como outros filmes este valerá como atividade complementar, mas não constará para o prêmio de “Cadeira Cativa”. Fica o convite para os cinéfilos do Terror. Quinta, 29 de Outubro, sessão Terror no CINEFA7, sala 53B às 11H20. Compareça.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

NASCIDOS EM BORDÉIS - A Índia que não apareceria às oito.

Por Sâmila Braga


Fustigante e límpido, o filme de Zana Briski e Ross Kauffman transporta quem o está assistindo para o distrito da Luz Vermelha, em Calcutá. A principio, o titulo, já enunciador, aponta mas não esclarece o que vem pela frente. Meninos e meninas, nascidos do pecado. Vestígios de uma sociedade milenar, economicamente ascendente, mas apenas para uns poucos abastados.


Shanti Das, Avijit, Suchitra, Manik, Gour, Puja Mukerjee, Tapasi, Mamuni e Kochi são os escolhidos de Zana, a fotógrafa. Nove histórias, e nove futuros que Zana quer ajudar a construir. Todos ganham por presente possibilidades-de-ver-mundo, ou mais especificamente, máquinas fotográficas. Ela incita e ensina os pequenos a vivenciarem os momentos através das lentes. Talvez em algumas fotos eles esqueçam a realidade na qual estão inseridos, para congelarem belos momentos, movimentos. Ou percebam em cada foto a sociedade, diferenças e injustiças que os cercam. A Índia pobre e explorada que a novela brasileira não mostra. As crianças que não podem estudar e fazem do trabalho forçado sua única brincadeira. E como as que o filme traz, são excluídas e permeadas de preconceito por serem resíduos de um sistema. De pele encardida, da sujeira da rua, de casa e do governo. “Olho por olho e o mundo continuará cego!”. A Índia que Gandhi já anunciara forrada de mazelas.




Avijit se destaca. Seu atilamento é o mais aguçado. Sensibilidade, astúcia e percepção. É incrível como o garoto descreve o trabalho da mãe e como conta que quando ela não recebia o pagamento, quem ia atrás dos homens era ele próprio, tendo de ser duro. Talvez esquecesse que é apenas uma criança. É reflexivo quando fala da foto que enquadra juntos sapatos e pratos sujos. A mãe morre queimada. Fica sem vontade. Mas recupera-se e vai para Amsterdã, representando seu país. Na conversa com as outras oito crianças, de diversas partes do mundo, demonstra sensibilidade ao analisar fotografias. Do grupo, é um dos poucos que seguem os estudos, por obstinação, queria ser médico. ‘’Fotografar... é colocar na mesma linha de mira... A cabeça, o olho e o coração’’, conceita Cartier-Bresson. Esses meninos e meninas fazem exatamente isso, mesmo sem a técnica fotográfica, batem fotos emocionais, emocionantes.




Para quem não teve a oportunidade de assistir, o documentário é tocante, e atribui novos conceitos e valores sobre criança, fotografia e a vida, em seus 85 minutos.



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Criança no Cinema: Outubro no CINEFA7



Neste mês de outubro o CineFa7 traz uma temática que desperta o interesse e a curiosidade sobre o universo e o imaginário infantil. Através das quatro exibições atravessaremos pelos elementos cinematográficos que trazem à tona a criança que há em cada um. Não serão apenas reflexões, mas uma tentativa de perpassar por tudo aquilo que a criança vivencia em suas comunidades, muitas vezes sem condições de dar aquilo que toda pequeno tem direto.

Nascidos em Bordéis pode parecer um título engraçado , mas para quem vive essa realidade, o mundo pode ser bem mais duro e cruel, nesse documentário que concorreu ao Oscar, a fotografia é um aliado para desvendarmos suas dores e percepções. Não se fala em criança sem se falar de animação. Como um gênero bem definido ganhou um festival que já é reconhecido internacionalmente, o Anima Mundi, ao qual vamos dedicar uma de nossas sessões. Ser e Ter nos faz ir à França para falar de pedagogia. A relação do professor com o desenvolvimento do aluno e do homem, compõe uma responsabilidade ética da qual os docentes não podem abrir mão. Os anos de chumbo do Brasil conviveram com a alegria da conquista do Tri-campeonato mundial de futebol no México. No aclamado O ano em que meus pais saíram de férias vamos viver com Mauro, de doze anos, a idílica viagem de seus pais e a convivência com o vizinho do seu avô, e dividir a tristeza da distância dos pais e as alegrias dos gols de Pelé em 1970.

Compareça ao mês da criança do CINEFA7 e faça uma viagem, através do cinema, pelos anos em que víamos o mundo com outro olhar.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

DR. FANTÁSTICO - A Guerra Fria por Kubrick

Por Alan Regis Dantas


Stanley Kubrick foi um dos diretores que mais prezou pela qualidade inovadora e crítica em seus filmes. Apesar de produzir poucos longas-metragens, sua obra é considerada um marco na historia do cinema mundial. Meados do século XX, a narrativa da comédia - de humor negro - de Dr. Fantástico gira em torno da disputa “quente” da Guerra Fria. Situações absurdas marcam a história de um encontro na Câmara de Guerra norte-americana.




Os ataques que ameaçavam dar fim a humanidade são interpretados de maneira alegórica pelos personagens criados pelo diretor. Um general paranóico decide atacar a Rússia levando o pânico aos governantes americanos, que convidam o chanceller Soviético para uma reunião. Quem está do outro lado da linha é o “inimigo” bêbado, uma sátira, talvez, à Vodca do país, um site da internet explica o filme:


“Dr. Fantástico era um filme destinado inicialmente a ser um thriller sério sobre a ameaça nuclear. A escolha pela comédia atesta o faro de Kubrick e seu instinto de vanguarda dentro do cinema, pois a condução da história até seu desfecho bombástico é apenas um dos aspectos mais geniais do filme, que não se leva a sério em nenhum momento.”



O Dr. Fantástico em si aparenta ser um alemão paralítico super-inteligente que desenvolveu a máquina do fim-do-mundo. Podemos deduzir que, enquanto Rússia e EUA brigavam por poder, a Alemanha , apesar de destruída e falida, ainda detinha maior inteligência e ódio contra todos os humanos. Pra quem não notou: Peter Sellers interpreta três papéis, dos quatro que estavam originalmente destinados a ele.




segunda-feira, 14 de setembro de 2009

BOM DIA VIETNÃ - Uma aula de rádio no cinema

Por Alan Regis Dantas



Muitos filmes já trataram do rádio como grande advento do século XX. Como grande nome temos Woody Allen, com o seu “A Era do Rádio”. Numa época em que os computadores e as comunidades virtuais assumem o papel de grandes educadores e informadores da massa, o rádio parece ser utilizado apenas para fins comerciais, com suas músicas e notícias superficiais não atraindo novos ouvintes.

A linguagem radiofônica se distingue da dos demais veículos, por estimular a imaginação e levar seu público a grandes viagens lúdicas. Adrian Cronauer (Robin Williams) se caracteriza como um verdadeiro artista da voz. Com sua graça e habilidade sabe exatamente como usar o rádio a fim de informar emocionando, apesar de todos os revezes enfrentados com a autoridade dos comandos militares.

Devemos lembrar, no entanto, que o ambiente era a guerra do Vietnã, onde todos os dias várias pessoas eram mortas, inclusive americanos. Como fazer graça dentro de um contexto tão cruel e devastador? Cronauer de alguma forma, não tinha o espírito daqueles generais que achavam suas transmissões bobas e sem graça, a todo momento fazia piada de seus superiores e até das altas autoridades americanas.

No fundo todos amavam aquele homem puro, que não levava ao ar aquilo que ia de encontro a seus princípios éticos, até mesmo sendo censurado em sua missão de informar. Ao fim do filme é marcante descobrir que na verdade ele é o inimigo daquele povo, que perdeu muitos cidadãos, mas resistiu a invasão de suas casas e venceu a guerra como na mais bela história épica.